segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Porque não legalizar a venda de maconha no mundo

   Que o uso da maconha faz mal, ninguém tem menor dúvida sobre isso, muito menos os especialistas. Como qualquer substância psicoativa, o abuso provoca riscos à saúde. E se iniciar na adolescência,  os danos podem ser irreversíveis, afetando a capacidade de memorização e de aprendizado.
   Porém políticos uruguaios e eleitores do Colorado e Washington (EUA) estão cientes desses fatos - e por isso mesmo querem mudar. "O álcool e o tabaco, também trazem riscos á saúde, mesmo assim não são proibidos". O que queremos é controlar o mercado, não ignorá-lo", diz Calzada, que ajudou nas eleições da legalização ou não, nos estados independentes dos EUA, conseguindo que legalizassem.
   Numa recente  pesquisa publicada no The Lancet (uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo) mostrou que a maconha é menos perigosa que o álcool e tabaco. Trazendo uma lista das drogas mais perigosas ao corpo humano, mostrando que o álcool é a quarta droga mais perigosa (atrás do crack, da heroína e da metanfetamina) e o tabaco como a oitava. A maconha ocupou a 12ª posição, em uma lista de 20 substâncias.
   Mais Uruguai e os dois estados dos EUA, não querem um "liberou geral", e sim há muitas e minuciosas regras. Por exemplo, a venda para menores é proibida. No Uruguai, cada pessoa pode adquirir o limite de 40 gramas por mês. Nos EUA, não há limite de compra, mais sim apenas 28 gramas por vez. Apenas em Washington não poderá plantar sua própria planta de maconha em casa - nos outros dois lugares sim, havendo o limite de pés de planta por pessoa. É proibido qualquer tipo de propaganda, marca e promoção. E haverá uma assistente social que irá de porta em porta, conferindo como e quanto a pessoa usa, e alertando dos riscos á saúde.
   No Uruguai, a maconha será estatal. E a meta será combater a violência causada pelo tráfico no país e diminuir o uso de outras drogas como crack e cocaína. Já que a porta de entrada para substâncias mais perigosas se dá a partir do traficante, quando muitas vezes, ele oferece de graça crack, cocaína, etc para a pessoa que vai a procura da maconha. E havendo um lugar específico pra somente a venda da maconha, [onde ela será de melhor qualidade e mais barata (para afetar diretamente a venda dos traficantes), e é proibida á venda para turistas] o usuário não terá contato com drogas de outros tipos, e assim não experimentará alucinógenas mais perigosas. E assim funcionando, o traficante perderá a freguesia e não terá dinheiro para investir em armas no narco tráfico, na busca por conquistar territórios para vendas exclusivas, acabando assim com a violência causada pela venda de drogas.
   Já nos dois estados americanos, a ideia além de incentivar as pessoas a não usarem drogas mais perigosas, é também financeira. Fazendo com que os turistas vão para esses estados, para gastarem cada vez mais seu dinheiro. E assim transformá-los em dois dos pontos turísticos mais visitados da América do norte.
   Além disso, todo o lucro obtido, será revertido para construção de clínicas de reabilitação e propagandas para o não uso da maconha. E assim servirão de modelo para outros países que também tem projetos a favor da legalização, assim como o Uruguai, e os dois estados dos EUA  fizeram.
   Agora é esperar, e ver se na prática tudo funcionará como a teoria promete. E se assim cumprir, que legalize a maconha sim! Vamos acabar com o tráfico e pegar o dinheiro que é gasto nas prenitenciárias com traficantes, pessoas envolvidas no meio e usuários, e investir em educação de qualidade e na saúde pública. Na busca de dar uma qualidade de vida melhor para todos os seres humanos de todo o mundo.

(SOU TOTALMENTE CONTRA O USO DE QUALQUER TIPO DE DROGA. Em grande ou pequena escala, continuo sendo contra. Porém, devido aos números que só crescem em relação ao uso, que constantemente são divulgados na mídia, talvez legalizar seja uma saída de emergência.)
 

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